Coringa é totalmente perturbador e violento

Pra começo de conversa, explicarei algo (risos). O novo filme do Coringa não faz parte do Universo Estendido da DC, está bem? Nesta direção, não é obrigatório que o Batman apareça na nova narrativa cinematográfica. O novo filme da DC Comics estreou nessa quinta-feira (03), em todos os cinemas e, foca na história do famoso vilão de Gotham City.

O novo filme é protagonizado pelo ator Joaquin Phoenix que incrivelmente se entregou ao personagem como Coringa. O filme é dirigido por Todd Phillips, que de forma grandiosa e única consegue mostrar as características misteriosas, não empáticas e desumanas do “palhaço sem graça.”

O filme se passa na década de 1980, na famosa e complicada, Gotham City, onde não existe paz, mas sim violência e mortes. É nesta cidade que encontramos Arthur Fleck vulgo Coringa no futuro. Um homem que vive da sua arte de “tentar” ser engraçado e fazer as pessoas sorrirem, o que miseravelmente não é o que acontece. Arthur mora com sua mãe Penny (Frances Conroy), já idosa e debilitada, em um prédio antigo. Acreditem, em algumas passagens do filme senti pena do Arthur/Coringa. No entanto, os diálogos entre os personagens é perturbador, coisa que me incomodou algumas vezes, pois o filme teve um teor muito mais sério do que eu esperava, e sabemos que o Coringa é cômico e “mais alegre.”

A violência no filme é razoavelmente algo que acontece apenas em poucas cenas, uma no começo do longa, e em seguida nos momentos finais da trama. Não foi algo que me incomodou, porém, esperava algumas mortes mais…digamos que, sangrentas. Na verdade, o que me deixou mais desconfortável foi os diálogos do personagem principal com as pessoas em que convivia. Sabemos que, o Coringa, é bem convincente e suas conversas são bem perturbadoras e envolventes.

A nível pessoal, a loucura do Coringa é de alguém sem perspectiva alguma de vida, uma criança que cresceu sem amor, sem pai e ainda por cima foi… paro aqui, pois não posso contar o restante senão seria um grande SPOILER. O que fascina em Arthur é a maneira com a qual ele consegue manipular as pessoas mesmo sofrendo de problemas psicológicos. Um aviso, se você tem problemas psicológicos ou conhece alguém que tenha, eu, editor do texto, não recomendaria o filme, pois serve para vários gatilhos, beleza?

Em questão de enquadramento, fotografia, entre outros, pelo visto a DC Comics não economizou nada. Toda produção e ambientação para mostrar Gotham como uma cidade bagunçada e desorganizada aos ratos e lixos foram entregues como prometidos nos trailers de divulgação do filme. Só um adendo para DC Comics, NÃO FEZ MAIS QUE SUA OBRIGAÇÃO (sorry).

Em finalização, Coringa acaba que não entrega um final tão satisfatório como já vimos anteriormente. O sentimento que tive durante o longa, foi que o filme não teria um final bom ou ruim que fechasse toda aquela bagunça coletiva que é a cidade de Gotham e o Coringa.

Assim, concluo que, Coringa é um filme de narrativa densa, compactada e diferente do que já conhecemos. Não vá até o cinema achando que encontrará um Coringa apaixonado pela Arlequina, ou, o Jared Leto bonitão e charmoso. O filme cumpre com as expectativas esperadas pelos FÃS, mas não entrega um produto final de qualidade no olhar dos críticos.

Bem, eu vou ficando por aqui, e se discordou de mim em alguma parte, só deixa nos comentários ou nos enviar mensagens em nossas redes sociais. Um grande beijo do Joker e até a próxima loucura em Gotham City.

Ei…o Bruce Wayne e a família dele aparece no filme. TCHAAAAU!